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ASSISTÊNCIA SOCIAL 11/02/2019 Em Franco da Rocha, Assistência Social e Saúde organizaram palestras sobre a Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência

Em Franco da Rocha, Assistência Social e Saúde organizaram palestras sobre a Semana de Prevenção à Gravidez na Adolescência

Levar conhecimento aos jovens sobre as consequências de uma gravidez inesperada, na adolescência. Desde o abandono dos estudos até as dificuldades financeiras para sustentar uma criança. Estes foram os objetivos dos profissionais da Prefeitura de Franco da Rocha, que se reuniram para a realização de eventos relacionados à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez na Adolescência, instituída este ano pelo Governo Federal ao Estatuto da Criança e do Adolescente.

O Centro de Referência em Assistência Social, o CRAS da Vila Bazu, sob coordenação da assistente social, Marisa Lima de Melo Souza, realizou, em parceria com da Secretaria da Saúde, palestras na Escola Estadual Professora Isaura de Miranda Botto.

As conversas aconteceram na segunda-feira (11), nos períodos da manhã e tarde e reuniram cerca de 300 estudantes em cada apresentação. São alunos do Ensino Fundamental II e Médio, com idades que variam entre 13 e 18 anos, público-alvo da campanha.

Durante o evento, servidoras das UBSs Vila Rosalina e Vila Bela, Ana Paola Mandri e Gisele Fagundes, respectivamente, discorreram sobre verdades e mentiras que envolvem a gravidez e principalmente, enfatizaram os problemas enfrentados por jovens que se tornam mães na adolescência.


“Estamos de portas abertas para vocês. Não é necessário estar com pais ou responsáveis. Queremos que vocês nos procurem nas Unidades Básicas de Saúde, seja para orientação, consultas, exames ou retirada de preservativos. É dessa forma que vocês estarão seguras não só pela gravidez, mas pelo contágio de doenças sexualmente transmissíveis, explicou a enfermeira Denise, da UBS Vila Bela.

Informações

Na palestra, as profissionais da Saúde esclareceram uma série de dúvidas tanto das meninas quanto dos meninos. Entre essas dúvidas, estão a possibilidade real de gravidez no primeiro ato sexual; o banho após o ato que não impede a gestação; a interrupção do coito que também pode resultar em gravidez, entre outros detalhes.

Por outro lado, as palestrantes destacaram as consequências de uma gravidez na juventude. “Em geral, as meninas sempre são responsabilizadas pela gravidez e não deveria ser assim. Vocês tem o poder de dizer não, caso o ato sexual não seja protegido”, lembrou Gisele.

“E quando acontece a gravidez, o menino some. Vira fumacinha. Tudo fica sob a responsabilidade da menina. Ela terá de largar os estudos porque é muito provável que terá de trabalhar para sustentar, sozinha, a criancinha”, continuou a enfermeira.

Teatro

Para evidenciar ainda mais situações rotineiras, as equipes da Assistência Social e da Saúde fizeram uma simulação no palco. Um casal conversava e o rapaz insistia em levar a moça para a cama. Nesse momento, havia a representação de um anjinho e um capetinha. De um lado o anjinho dizia para a jovem não aceitar o sexo sem camisinha, proposta do namorado dela. Do outro lado, o capetinha agia de forma contrária “vai sim, vai sim”, dizia o personagem imaginário.


A jovem sucumbiu. Foi para o ato sexual sem preservativo e engravidou. O namorado sumiu e a ela restou cuidados e alimentação da filhinha, representada por uma boneca, além, do abandono das aulas.

“Creio que conseguimos levar a informação aos jovens, disse a coordenadora do CRAS da Vila Bazu, Marisa Lima. Tanto dos riscos de uma gravidez na juventude quanto nossa disponibilidade em informá-los nas UBSs. Lá eles encontrarão apoio para o sexo seguro”, concluiu Marisa.

Além do CRAS Vila Bazu, os CRAS Monte Verde e Jardim Luciana também organizaram eventos ligados à Semana Nacional de Prevenção da Gravidez, que aconteceram entre o dia 7 e 11 de fevereiro.

(Texto e fotos: Adriana Carvalho)